Friday, April 6, 2018

Um valvulado mais simples


Post 46 - Guibson Falcon - Outros detalhes na montagem

  Observando a foto o primeiro detalhe é evitar que os fios fiquem encostados no chassi pelo menos nas partes do chassi perto das válvulas. Alguns fios fabricados atualmente têm o plástico de péssima qualidade que se derretem muito facilmente, um simples canudo feito de papel de embrulho ajuda a separar e organizar os fios.

  Enrola-se um pedaço de papel com cola branca sobre um canudo de refrigerante e puxa o canudo pra fora enquanto a cola ainda está molhada.

  A espessura dos fios é conforme a corrente do trafo, geralmente fio 20AWG ou 22AWG (usei na maioria 22AWG por ser um ampli de menor potência).

  A montagem é modular, ou seja, uma placa pra cada coisa ao invés de uma placona com todos os circuitos nela. Assim é mais facil de consertar quando estraga, porém neste ampli será exageradamente por módulos, num segundo amplificador se eu vier a montar poderei unir uma ou mais placas numa só (pré e potência por exemplo).
 
  Parafusos M4 para o trafo, e a placa da fonte aproveitando os mesmos parafusos (assim se economiza), parafusos M3 na placa do circuito protetor. Abro roscas no chassi e as porcas prendem apenas as placas. Os espaçadores de cerca de 1 cm para levantar as placas do chassi eu os faço com tiras de alumínio e alicate (vou entortando até fazer o canudinho).

  Posição dos transformadores

  O trafo de audio eu já tenho um pronto que já havia enrolado a algum tempo atraz e então já fiz os furos no chassi. Este tem impedância de primário de 6K9 mas pretendo fazer outro com 7k2 e talvez com diferente entrelaçamento que falarei a respeito em posts mais adiante.

  No desenho do circuito original do Falcon (post 41) mostra 3 trafos no desenho do chassi, o de força num canto, o de audio no meio e o de reverb no canto oposto, cada um virado ao contrário um do outro o que nem sempre é preciso, mas todo na mesma linha.

  O trafo de audio geralmente deve ficar mais ou menos no meio do chassi no mesmo alinhamento do trafo de força e se tiver a uma certa distância (pelo menos uns 10 cm) do trafo de força a laminação pode ficar do mesmo lado (nada de por um com angulação diferente um do outro).

  O lado dos trafos onde saem os fios de conexão (onde não há pernas laterais das lâminas) é aonde se fogem mais linhas de fulga de indução (e não onde há ferragem).

  Na minha montagem o lado do trafo de audio onde saem os fios (onde estão os buracos largos) fica virado para o espaço mais largo entre duas válvulas (inversora e a primeira de potência). O outro lado do trafo joga mais ou menos em direção onde estão os potênciometro de tonalidade.

  Se este trafo estivesse em ângulo diferente ele iria jogar linhas de indução para o lado pre-amplificador (o que não seria uma boa ideia) e do outro lado jogaria no trafo de força (o que não importa muito). Assim o lado do trafo é conforme onde ele joga linhas de indução ou capta. Onde ele tem as pernas laterais está isolado, e não porque é obrigatorio se ter um trafo com ângulo ao contrário um do outro (a menos que um estivesse quase agarrado um no outro).

  Ainda conforme a maneira de enrolar o trafo não precisa de ter canecas laterais (que só aumenta o peso) nem sequer cintas metálicas (como nos Fenders), não precisa nada disso. O ideal é que se possa ficar um pouco distante das válvulas (para evitar pegar aquecimento) e distante da primeira válvula pré-amplificadora.

  Ali já está a plaquinha da unidade de potência (ainda faltando um ou outro componente) mais ou menos aonde irá ficar no chassi.

  Os fios grossos vermelho e azul são os de filamentos e devem conectar primeiro na válvula de potência mais próxima da válvula inversora (e não na última válvula), assim se divide melhor a corrente nos fios de filamentos para cada válvula.
 

Thursday, April 5, 2018

Um valvulado mais simples


Post 45 - Guibson Falcon - Protetor automático 120V 220V - outra vez

  Placa do circuito

    Como isso funciona já foi visto no post 39, deixei com Led/LDR mesmo pois estraga menos que chip fotoacoplador, mas lá não tinha placa pois ainda era experimental.

   A placa é vista do lado dos componentes, sendo assim já está do lado para imprimir se for usado a técnica do ferro de passar. 

   Tem que recopiar, apagar os componentes e alargar um pouquinho o traçado em volta do buracos dos componentes, mas o mais dificil já está feito para se alguem quizer montar este circuito.

   Eu já fiz placas de todas as outras maneiras, mas a mais facil e rápida para placa simples  é a do ferro de passar. Na placa da fonte fiz a máscara de solda mas dá muito trabalho e assim como é um ampli mais simples e a ideia é ser barato não farei.

    Essa placa está um pouquinho diferente da vista na foto que estará no próximo post (melhorei ela um pouco mais). 

    Tem dois espaços para R1 que pode ser dois R1 em paralelo de 47K por 2W cada na horizontal no desenho (acho essa melhor opção), ou um R1 de 22K por 5W na vertical (usei dessa maneira por que já tinha o resistor). O esquema ao lado é o mesmo do post 39 só que com menos uma chave HH.

     O espaço para C1 tem furo a mais na trilha se caso for usado um capacitor mais largo pois esse valor tem de 15mm e 20mm. Na minha montagem usei dois do dobro do valor em serie por 250V pois não tinha de 400V, mas é facil de achar um de 1,5uF por 400V.

  Plaquinha da chave HH

      Essa plaquinha tem trilha para o led indicador de 220V que fica no painel trazeiro do lado que o botão da chave HH mostrar 220V e tem espaço para o led se a chave for colocada em pé, e outro espaço se a chave for colocada deitado (usei essa opção).

    Os fios de 120V, 127V, e 220V do trafo vão todos nessa plaquinha e dela sai para a placa do protetor. A conexão de 127V está num ponto trilha a espera (não tem nada ligado a não ser o fio de 127V do trafo), o fio de 120V é o que está sendo usado no meu caso (pois onde moro é 120V).

    Para trocar definitivo para opção 127V/220V é só inverter o fio laranjado (127V) com fio branco (120V) que está soldado na ponta da chave (solda o laranja no lugar do branco e deixa o branco no ponto de espera, os fios laranjados ficariam juntos na foto). Fiz desse modo pra evitar duas HHs no painel como fiz no outro amplificador. Logicamente o trafo não precisa ter 3 tensões pois no Brasil é só 127V e 220V.

   O desenho está no lado cobreado da fenolite e portanto o desenho deve ser invertido para imprimir se for usado a técnica do ferro de passar.

Monday, March 26, 2018

Um valvulado mais simples

Post 44 - Guibson Falcon - Placa da fonte - Ponto estrela

Placa da fonte

   Esta placa até então é a definitiva, pela foto e pelo esquema dá pra ver onde vão exatamente os os componentes. Ainda falta o estabilizador LM7812 ou Lm7809, ainda vou decidir se deixo 12V ou 9,5V estabilizados. Está saindo 16V e se o estabilizador for pra 12V ele vai ter que se desfazer de 4V em calor. Lá na frente terá um outro estabilizador derrubando estes 12V para 5V para o circuito de reverber, ou seja, vai ter que queimar 7V.

    Se eu colocar 9,5V em vez de 12V quem vai ter que queimar de 16V pra 9,5V será o LM7809 e o segundo estabilizador só irá queimar 4,5V para baixar pra 5V, parece a melhor opção. Verei o quê que esquenta menos.


    As tensões são exatamente as que sairam do trafo depois de enrolado e as tensões DC são as medidas com a fonte sem carga. Logicamente vai cair com funcionamento e ai depende do trafo, da regulagem do trafo (acho que este termo Regulagem do trafo não tem nada a ver, mas é assim que chamam).


    O trafo eu fiz bem pequeno e tendo uma resistência de secundário um pouco alta (68Ω) a tal regulagem não será lá grandes coisas, então é esperado que a tensão caia um pouco com a carga, por outro lado foi feito com baixa indução então não aquece e é bem silencioso. Pelos meus cálculos deve chegar nos 310V. Mas cálculo é uma coisa, realidade é outra.

    Também está faltando o resistor para o Led do painel, o espaço para o resistor está reservado mas não pretendo usa-lo. A ideia é montar o protetor de 127V e 220V do post 39 e ai já terá o led para o painel. As ligações do trafo ainda estão provisórias (não há nada soldado na chave HH de 127V para 220V ainda).

  Como se faz um ponto estrela

   Usei chapa de cobre que retirei de um dissipador de calor de um processador de um velho computador, mas pode ser feito de lata comum. Algumas latas de alimentos tem um isolante na superficie (pra não enfurrujar os alimentos) e estas são ruim de usar porque tem que ficar lixando senão não pega solda, mas tem umas latas de outras coisas (latas de tinta, latas de óleo de carro, etc.) que não tem isolante, assim tem que ficar testando com o múltimetro qual que não é isolada.

   Dá pra fazer ponto estrela de 5 pontas mas de 4 é mais facil. Corta-se uma ruela na chapa de 1,5cm de diâmetro e faz um furo mais ou menos de 1/8 no meio da ruela (fura-se primeiro antes de cortar que fica mais facil de segurar).

   Desenha na ruela como está na foto, corta-se os triângulos nas linhas do desenho com uma tesoura forte ou com o tesourão pra chapas e depois dobra um pouquinho as laterais.

    Prendi ela no chassi com parafuso porque nada ainda está completamente definitivo, pretendo prender com arrebite.

  Onde está fio Roxo deveria ser verde (não tinha verde da espessura, é foda).

      Da tomada até o trafo o fio segue a regra de eletricista, preto para o vivo, branco para o neutro e verde para o terra. Do secundário do trafo em diante segue-se a regra de eletrônico (e não de eletricista) onde o fio preto é sempre terra, o verde é chassi e as outras cores não tem muita regra não, geralmente cinza para o bias, amarelos, laranjas e vermelhos para as tensões positivas. O que sobrar de cor vai para sinais, etc.

Tuesday, February 27, 2018

Um valvulado mais simples

Post 43 - Guibson Falcon - Enquanto o soquetes não chegam

O chassi

     Enquanto os soquetes das EL84 não chegam de China, infelismente agora tudo é assim tem que esperar da China, não tem loja mais não, vou furando o chassi e esboçando um desenho da placa.
    A posição mais ou menos onde vão ficar cada elemento. Os soquetes visto na foto não servem para as EL84, na realidade é o mesmo usado nas 12AX7 mas este tem a beirada das canecas de aluminio e o da EL84 não pode ter senão a válvula não encaixa pois são ligeiramente mais largas. 

    O transformador vai ficar do outro lado (claro). Neste só coloquei rabicho de fios externos para a alta tensão, costumo colocar rabichos para o primário também mas neste resolvi colocar tudo terminais para soldar o fio no momento da montagem. Para baixa tensão não dá choque forte então terminais ficam menos confusão de fios nas beiradas do trafo.
   
    Este chassi foi cortado de uma tampa de um velho computador (daqueles de torre) e deu certinho o tamanho, apenas dobrei um pouquinho mais a parte do painel da frente para passar dos 90 graus o ângulo da dobra e ficar tipo o painel dos Fenders.

    Detesto amplificador com uma entrada só, então este também é estilo antigo, dois jacks de entrada. O tipo de jack será outro problema pra decidir mais tarde.

    Nos anos 70 e 80 era uma merda fazer um furo redondo largo num chassi, não tinha a ferramenta vazadores no Brasil (tinha que importar no tempo que era proibida a importação) e não existia broca step drill. Não sei se o Brasil já fabrica vazadores (talvez sim pois eletricistas usam muito) e se fabrica na medidade de chassi pois tem a medida certa para válvulas. Esse da foto é um GreenLee original antigo que comprei usado pois novo é caro pra kacete.

    Os chineses ja fabricam vazadores em massa bem mais barato (não sei se não quebra facil), mas não fabricam o da medida original para soquetes de válvulas, acho que não compensa para eles pois pouco se usa válvula nos dias atuais. Para contornar a situação os chineses resolveram modificar a medida dos soquetes para ser possivel usar apenas a broca step drill, eles já modificaram até o código de cores dos resistores porque não iriam modificar um simples soquete (são uns putos avacalhados).
   
     Assim eles fabricam soquetes com as duas medidas. Porém um furo com a GreenLee fica muito mais perfeito do que qualquer broca apesar de precisar fazer um furo de 3/8 antes para encaixar o parafuso da GreenLee, no final o corte dela ainda solta umas arruelas de lambuja.

  

Monday, February 26, 2018

Um valvulado mais simples

  Post 42 - Guibson Falcon - Minha versão da fonte

   Os valores dos componentes e as tensões ainda não são os valores definitivos. No amplificador anterior primeiro eu montava pelo menos experimentalmente depois escrevia os posts, neste estou escrevendo os posts primeiro sem testar, seguindo apenas o desenho.

    Por exemplo, a tensão para o bias fixo está sendo retirada de um dos ramos de 12V (obtem-se -15,9V), mas se não funcionar legal (der algum ruido, etc) mudo o desenho que nem o esquema original fazendo o bias de catodo. O bias fixo é mais legal e mais facil de ser ajustavel apesar de ficar um pouquinho mais caro, já contrariando a minha ideia inicial de fazer um treco o mais barato possivel.
   O led (lampada piloto do painel) deverá ser tirado do outro ramo de 12V antes ou depois da retificação por isso ainda não foi incluido no desenho.

   Os dados do trafo

   Não conheço o trafo original do Guibson Falcon (não tenho nem ideia), construi este trafo baseado no datasheet da EL84 e olhando alguns outros esquemas que usam a mesma válvula. Logicamente se fizer um trafo completamente exagerado em potência e tamanho (como fazem por ai) não tem porque não funcionar, é igual construir uma laje, se voce não é engenheiro e não sabe o quanto de ferro, de cimento, pedra e areia colocar e qual a espessura da laje, então põe tudo em exagero que deverá ficar uma lage super resistente (se ela não cair com o próprio peso).

   Eu não faço assim, ao contrário, neste trafo calculei tudo bem justo, nada de corrente em exagero pois quero um trafo bem pequeno e leve. No vazio (sem nada ligado na saida) está funcionando legal praticamente sem aquecimento, porque usei lâminas comuns e mais baratas elas mornam um pouco depois de uma meia hora ligado, sozinhas elas comem mais de 10% da potência do trafo e assim ainda tenho que ver como este trafo vai se comportar depois do amplificador pronto.
   Se ele começar a arriar e super aquecer eu posso trocar as lâminas por umas boas que tenho aqui e assim sobrar mais corrente para o circuito, ou se não der então fazer outro trafo.

   O enrolamento de alta tensão, diferentemente do desenho no circuito original que é um enrolamento com tomada central, fiz com um enrolamento simples pois com dois enrolamentos talvez não coubesse na janela da lâmina que usei. Agora já com o trafo pronto acho que até caberia mas é muito mais chato de enrolar.

    Assim a fonte leva 4 diodos, teoricamente não muda nada mas apesar de ter feito com um enrolamento só (pra ficar mais facil e mais barato) eu compartilho do grupo que tem a opinião que um trafo com tomada central funciona mais tranquilo e a fonte funciona melhor, alguns juram que é a mesma coisa (a Guibson pensa como eu).

   Aqui está o que nenhum esquema mostra

    Núcleo - 2,5 cm x 3,85 cm (no mínimo) - 2,5 cm (uma polegada) é uma lâmina mais comum de achar pra comprar.
    1 kilo e 100 gramas de ferro, e aí que está o problema, tem que comprar dois kilos pra tirar 100 gramas, se fizer com 1 kilo só o empilhamento vai ficar mais estreito (no limite), funciona mais não garanto que vai ficar um bom trafo (provavelmente o enrolador da esquina faria assim).

   Secundário de alta tensão - 1107 espiras de fio 31 AWG - mais ou menos 166 metros de fio - mais ou menos umas 90 gramas de cobre, resistência ôhmica = 68,5 ôhms (as outras tensões não precisa saber resistência).
   Secundário de baixa tensão - 56 + 56 espiras de fio 33 AWG - mais ou menos 17 metros (esqueci de pesar mas é pouquinho mesmo)
   Secundário de filamentos - 15 + 15 espiras de fio 18 AWG numa camada só, bem apertado senão não cabe, para ficar mais facil pode ser duas camadas em paralelo de fio 21 AWG.
   Ainda vou fazer o teste pois fiz com duas camadas, uma com fio 21AWG e outra com fio 22 AWG o que equivale ao fio 19 AWG (mais fino que o 18), só depois de tudo funcionando que saberei se da pra aquentar as 4 válvulas (inicialmente é o fio 18 AWG mesmo). Este não pesei nem medi, mas é pouca coisa (mais ou menos uns 6 metros)

   Primário de 120V e 127V - 552 espiras mais 35 espiras de fio 26 AWG - 97 metros, 117 gramas de fio
   Primário de 220V (93V completando os 127V) 428 espiras de fio 29 AWG - 77 metros, 46 gramas de fio 
   Potência - 46W
   Peso total já com parafusos e “Ls” laterais (patilhas) = 1,397 kilgramas ≈ 1,4 Kg

    Um enrolamento eletrostático entre o primário e o secundário de filamentos. Tem que saber enrolar e construir um trafo deste ( o que que enrola primeiro, espessura dos papeis, lados que sai os rabichos, etc) senão não cabe não. Não dá pra ensinar num blog, se o enrolador for bom na coisa sai um trafo bem feito.

Monday, February 12, 2018

Um valvulado mais simples


Post 41 - Modernizando um Guibson Falcon 
 
   O amplificador anterior ficou caro e complicado (mas ficou espetacular), usei um alto falante Eminence Cannabis Rex de 50W de alto rendimento o que não foi nada barato.

   Na sequência pretendo desenvolver um projeto mais simples usando duas EL84 (6BQ5) para uns 15W no máximo com a possibilidade de um falante de 12 polegadas que terá que ser de 35W porque de 12 polegadas é a mínima potência que fabricam, ou mesmo um de 10 polegadas com menor potência.

   Um circuito com EL84 é obvio por ser uma válvula que provavelmente ainda será muito fabricada e que se popularizou por ser pequena e usar um soquete igual de 12AX7 apesar de consumir muita energia. A minha preferência seria por duas 6AV6 por consumir quase a metade das EL84 (o que reduz o tamanho do trafo), serem mais robustas e ainda darem um pouco mais de potência do que as EL84, mas parece que tendem a desaparecer e acabam sendo bem mais caras.

   O circuito inicialmente será baseado no Guibson Falcon, retirei este esquema de um antigo livro americano “How to repair musical instruments amplifier” (Byron G. Wels) que comprei nos anos 70, um bom livro para um iniciante na época.
    O circuito do reverber será trocado por um circuito com PT2399 como no amplificador anterior porém vou tentar simplificar o circuito usando apenas dois PT2399 (o que certamente cairá a qualidade) mas apenas para uma leve sensação de reverberação.

   O circuito de trêmolo será trocado por um transistorizado atuando junto ao bias ao invés de usar LDR (nunca fiz desse jeito) ou como está neste esquema do falcon atuando na entrada (os antigos baguinhos da Giannini eram feito dessa maneira).

    Para o pré apenas uma 12AX7 e um único canal, também deverá ter algumas pequenas mudanças como incluir distorção e melhorar os controles de tom que são bem safados neste Falcon.

   O primeiro passo no entanto é enrolar o trafo de força mas o farei com os enrolamentos um pouco diferente do mostrado no esquema, depois o trafo de saida, ambos tentarei fazer o menor e mais econômico possivel. Depois bolar um chassi e então montar experimentalmente a fonte e a unidade de potência.

   Dai então liga-se a guitarra direto no pino 7 (Voltage Amp no esquema do Falcon) sem nenhum pré, e ai o desafio é ter um volume alto e clean o que vai depender muito do trafo de saida.

    O esquema é só um guia mais ou menos, no final vai acabar ficando tudo diferente, a tabela com as tensões ajuda bastante e o desenho da posição dos trafos está até perfeito demais, mas a posição das válvulas deixa a desejar, uma 6BQ5 entre os dois trafos (esquentando os trafos) e uma 12AX7 escondidinha ali na frente do lado do trafinho de reverber. As outras três muito próxima uma das outras.

    O Amplificador no entanto só terá 4 válvulas com apenas um canal ( duas 6BQ5 e duas 12AX7) então será mais facil em linha reta.

  Haja tempo.

Thursday, January 25, 2018

Amplificador valvulado - Post que seria em Dezembro 2017


Post 40 - Transformadores para o valvulado

    Por motivo de doença tive que ir a Brasil para tratamento e para minha surpresa o google brasileiro não me permitiu ter acesso ao meu blog usando outro computador, aliás no computador de minha irmã, um Mac usando o Safari nem sequer aparece o endereço do blog “Eletronicaqueaescolanaoensina” na pesquisa. Assim para aparecer o Blog nas pesquisas teve que ser instalado o Google Chrome mas sem ser possivel fazer o login, só leitura, ou seja, a internet não é a mesma para cada país. Só agora de volta aos USA em Janeiro consegui dar andamento ao blog.

   Não poderia finalizar estes circuitos do amplificador valvulado sem dar uma luz a respeito dos transformadores empregados. Não é possivel dar os cálculos e detalhes construtivos (é muita coisa), isso se encontra no livro “Trafos o segredo dos mágicos” mas as informações basicas dá pra colocar aqui. Optei nos cálculos para ter trafos com mais cobre e menos ferro, ou seja, mais espiras e núcleos menores para ficarem mais leves (geralmente se faz o contrário não importando com o peso), mas isso dependerá da escolha de quem quiser construi-los pois não há como colocar todos o detalhes aqui.

Trafo de força

  Primário 120V, 127V (fio 22AWG) e 220V (fio 24AWG)
  Secundário
  167V CT 167V a 170V CT 170V (fio 27AWG) (fonte com dobrador de tensão)
  Bias em torno de 57V (fio 34AWG)
  12V CT 12V (fio 31AWG) extras para circuito de efeitos transistorizado
  Filamentos - 3,2V CT 3,2V (11 + 11 espiras fio 17AWG pode ser enrolado fio 20AWG com espiras duplas).
  Potência do trafo 115W (se for bem construido)
  Núcleo mínimo com lâminas GO M6 = 3,5cm x 3,77cm, espira volt = 3,42
   Estas lâminas dão excelente rendimento mas são caras e dificeis de achar, se forem usadas lâminas GNO comum mais baratas dessas usadas para trafos que não permanecem muito tempo ligados (tipo máquina de solda, forno de microondas, etc) o rendimento irá cair levando parte da potência no proprio trafo, neste caso melhorará um pouquinho se aumentar o empilhamento para algo em torno de 4cm podendo então usar a espira volt = 3,4.

Choke de filtro

  Indutância entre 3 a 4 henrys (vai depender da qualidade da lâmina e espaçamento entre os blocos “E” e “I”).
Núcleo 1,3cm x 1,8cm
  Em torno de 2400 a 2700 espiras de fio 34AWG (resistência ôhmica em torno de 200 a 220Ω)
  Lâminas montadas em bloco com espaçamento de uma folha de papel de 0,07mm mais ou menos. Com lâminas GNO recozida foi calculado pelo método de Hanna para 3Hy e o choke mediu 3,7Hy.

Trafo de Audio

  Para suportar 50W PP (e em torno de 448V) 4050 Ω / 8Ω 65hz ratio = 22,36 (pode variar um pouco).
Resistência total do primário entre 90Ω a uns 130Ω no máximo.
  Este trafo pode variar muito dependendo da construção, a impedância de primário pode variar (não precisa ser os exatos 4050 Ω), a frequência mínima pode ser outra e tudo isso irá influir na sonoridade.
  O fio do primário deverá ser o 30AWG ou o 31AWG, depende no cálculo (se é para high gain ou clean) e o do secundário também do número de entrelaçamentos feitos. O tamanho do núcleo e a qualidade da lâmina irão influir no rendimento e também na sonoridade por causa de diferentes indutâncias. 
  O núcleo poderá ter entre uns 6 cm² a uns 8,5cm² no máximo, então se escolhe a lâmina dependendo do cálculo e construção apropriada. Em “Trafo o segredo dos mágicos” tem explicado como se calcula certinho e constroi para diferentes tipos de sonoridade com todos os detalhes. Não é muito facil não, se for mal construido (e grande demais ou pequeno demais), ou for usado software de cálculo de transformadores os 50W que entrar no primário não sairá nem perto dos 50 do outro lado.