Friday, September 29, 2017

Amplificador valvulado (sem o pré, só a potência) Push Pull

Post 36 - O inversor de fase - o par diferencial de novo!

   Para uma configuração PP o sinal antes de entrar nas duas válvulas de potência precisa ser dividido em dois sinais de forma que um fique numa fase e outro mesmo sinal tenha a fase invertida.

    Existem três tipos de circuito inversor mas em amplificadores valvulados para guitarra só é usado dois tipos.

     Eu prefiro analizar isso com transistores (é a mesma merda), acho mais facil de enxergar, eu já expliquei alguma coisa sobre par diferencial no post de Junho do ano passado. Como eu disse lá nunca achei uma boa explicação facilmente entendivel sobre o par diferencial. Aqui é a minha maneira de enxergar a coisa.

  Configuração Catodino ou Concertina

   Para se conseguir que se entre com um sinal e saia dois sinais iguais com fases invertidas vamos supor um transistor na configuração de emissor comum (ou catodo comum se for válvula). Sem se preocupar com base do transistor (supondo que esta já está polarizada).

    Tendo os dois resistores iguais o sinal retirado no coletor terá a fase invertida e o mesmo sinal poderá ser tirado do emissor sem inversão de fase. É um buffer mas de certa forma ineficiente porque há uma ligeira perda de ganho de sinal, mas a inversão sai “quase” perfeitinha.

     Pronto tem-se o inversor chamada de Concertina e muito usado em muitos amplificadores de guitarra, bem simples e se faz com uma metade de uma 12AX7 (a outra metade vai ter que ser usada para aumentar o ganho de qualquer forma).

   Se for diminuindo o valor do resistor de emissor (Re) o circuito começa a amplificar (deixa de ser um buffer), o sinal no coletor vai aumentando ao passo que o volume do sinal na saida do emissor vai só diminuindo (enquanto menor o valor de Re mais curto circuita o sinal para o terra, enxergando desse modo).

  Configuração par diferencial

      Agora se pegar o sinal que sai no emissor e injetar ele num segundo transistor mas este com uma configuração base comum, nesta configuração o sinal entra no emissor (e não na base) e sai no coletor sem inverter a fase, se terá o sinal amplificado no segundo transistor.

    O sinal sai de um emissor e entra no outro e tem-se nos dois coletores o mesmo sinal com fases invertidas, mas por que usar esse par diferencial se com um transistor só se faz a mesma coisa? Porque neste se tem ganho e o no outro não tem.

    Mas o ganho é muito pouco, não se pode diminuir muito o resistor de emissor para aumentar o ganho no coletor do primeiro transistor porque o sinal vai sair baixo no emissor e entrar muito baixo no emissor do segundo transistor e a configuração base comum do segundo transistor é pobre pra dar ganho.

  Mesmo assim esta geralmente é a configuração preferida primeiro porque fica tudo numa válvula duplo triodo só dedicada só pra isso, mesmo tendo mais imperfeição na inversão de fase e no equilibrio entre os ganhos do que na configuração concertina.

  No post de Junho (2016) sobre par diferencial eu considerei dois transistores em configuração emissor comum um de frente pro outro ( ao invés de um em emissor comum com outro em base comum), no entanto no post de Junho o circuito era outro, não se estava aterrando a base, se estava injetando sinal nas duas bases. São apenas maneiras diferentes de se enxergar a coisa.


  O inversor de fase mais usado

  Como se vê é a mesma coisa do transistorizado. O semiciclo negativo e positivo não ficam iguaizinhos, o positivo dá uma amplitude ligeiramente maior (é o que diz nos livros).

      O sinal que sai do primeiro triodo (pino 1) tende a ter um ganho mais alto (como num transistor, o emissor comum dá mais ganho que base comum), assim o resistor de 82K é menor que o de 100K (do pino 6) para diminuir o ganho e equilibrar com o ganho do outro triodo. Para isso ainda tem a ajuda do resistor de 100R. Esse desbalanceamente é cerca de 5% (de acordo com livros). 

    O segundo triodo a grade comum (como se fosse a base comum) está direcionada para o terra (não precisa estar diretamente conectada no terra) através do capacitor de 100 nanofarads e o resistor de 100 ôhms.

     A realimentação vem do transformador de saida pelo resistor Rfeedb indo a base do triodo. O sinal de realimentação tem o ganho reduzido pelo resistor de 100 ôhms (uma parte do sinal morre no terra).

     Já neste caso (para o sinal de realimentação) o triodo atua como catodo comum e não como grade comum (como se fosse emissor comum e não como base comum) pois se está injetando o sinal de realimentação de volta na grade.

  Neste caso para o sinal de realimentação o par diferencial está atuando como expliquei no circuito do post de Junho, o sinal que vier de Rfeedb tende a se anular com o sinal de entrada no pino 2. Se os volumes fossem perfeitamente iguais nas duas grades de entrada a tendência seria se anularem por completo e não se escutar quase nada.

  É isto que faz a realimentação para tentar reduzir a distorção do sinal que surge nesse sistema.

  O valor do resistor de feedback depende do trafo de saida, do ganho deste e em qual saida está conectada (saida de 4Ω ou 8Ω). A realimentação não precisa ser necessariamente neste ponto do circuito, pode ser no catodo da última válvula do pré e pode ainda ter filtros para qual frequência se quer anular com realimentação (muito usado para se fazer o controle de presença em alguns amplificadores).

  Os resistores de 470K 15K e 100R formam o rabo (por isso em Ingles é chamado de long tail). Se aumentar o valor do R de 15K sobe a tensão nos pinos 1 e 6 e também nos pinos 1 e 8. O valor de praxe é 22K mas uso de 15K para diminuir o aquecimento nestes resistores do rabo.

  A watagem dos resistores geralmente se ultiliza tudo de 1W mas eu prefiro usar resistores maiores.

  O resistor de catodo o valor de 470R é o valor padrão quando se tem dois catodos juntos para dar maior ganho (o bias do triodo).


Friday, September 15, 2017

Pré amplificador valvulado tentando sair da mesmice - O desenho completo

Post 35 - Pré de guitarra valvulado com o reverberador com PT2399

    Completo numa folha só e com umas poucas alterações em alguns valores dos componentes em relação aos valores nos desenhos separados anteriores, nada drástico, apenas para melhor funcionamento.

    Os valores das tensões nos anodos e catodos são só uma referência, os valores não necessitam ser os mesmos medidos, devem ser ao redor desses valores.

   Os resistores LDR podem ser qualquer um, mas o LDR do distorcedor funcionará melhor se for um de baixa resistência no escuro (5506 ou 5516 no código chines), os outros farão os efeitos funcionarem melhor se forem de mais alta resistência no escuro (5528 ou 5539).

    R72* foi incluido para limitar a velocidade máxima do trêmolo antes que o efeito pare, pode haver este resistor ou não, ou ainda ter um valor ligeiramente maior ou menor, depende da precisão de valor do potenciômetro.

  Os circuitos tracejados são montados em pequenas placas de fenolite separadas com os potenciômetros soldados nelas e chaves também, faço assim para os potenciômetros não se moverem na rosca do eixo se estas se afrouxarem, cada plaquinha tem que ter no mínimo dois potenciômetros (um não deixa o outro mover), além de reduzir a quantidade de fios que vão e voltam nos potenciômetros e chaves.

    As letras A, B, C, D, F, G, estão ali apenas para ajudar a visualizar na placa os pontos de onde partem os fios.

    Na mesma placa principal ainda conterá o circuito do amplificador (duas 6L6GC) e o inversor de fase (uma 12AT7) que será visto nos próximos posts.

    Não tem muito mais o que falar, tudo já foi explicado anteriormente. Este pré-amplificador da prioridade ao som limpo da guitarra levemente saturado pelo alto ganho nas 12AX7 ainda que tenha um circuito dedicado para alguma distorção. Para um som limpo é essencial que o amplificador de potência tenha boa potência, 15W de um par de EL84 pode ser que seja pouco. 

Monday, August 28, 2017

Pré amplificador valvulado tentando sair da mesmice - Reverberador placa reduzida

Post 34 - Pré de guitarra valvulado com o reverberador com PT2399

  O mesmo esquema do reverberador já postado mas aqui com pequenas modificações. O dois transistores buffers ao invés de serem alimentados com 9V são alimentados a partir dos 5V com dois resistores de 33K fazendo o divisor de tensão.

  Fiz assim pois pretendia alimentar todo o circuito com a tensão de 12V sem estabilizar, todos os outros circuitos com transistores (o detetor, o falso standby e o trêmolo) não tem problema a tensão não ser estabilizada, mas o oscilador LFO do reverberador não aceitou bem a tensão sem estabilizar, deu um leve humm no sinal (tudo isso era pra economizar um mísero LM7809)

  Assim resolvi estabilizar tudo com 9V ao invés de 12V e tendo o segundo estabilizador para os 5V. Os buffers que poderiam ter continuado com 9V assim ficaram com 5V o que não tem problema.

  5V é muito pouco pra este oscilador LFO girar (até que gira mas no limite de mínima tensão), assim não resolvi arriscar. Mais para frente vou bolar um com LFO usando chip pra 5V igual ao reverberador da Belton (o chip ocupa um espaço enorme por isso não fiz).

  Foi incluido um circuito a mais com um transistor para que seja possivel desligar o reverberador por um pedal externo. Com uma chave on/off (pode ser DPDT ou qualquer outra) aterra ou não a base do transistor ligando ou desligando o reverber sem click ou ploc na chave.

  Este circuito extra será montado numa pequena placa separada junto aos potenciômetros de reverber e vibrato, geralmente faço assim de modo que uma pequena placa segure os potenciômetros e ele não giram ficando soltos caso os parafusos dos eixos se afroxem. O circuito extra assim também próximo do jack para o pedal e perto dos potenciômetros.

  No caso de não se ter este circuito pra pedal então este transitor pode ser eliminado e o cursor do potenciômetro (que estará no desenho da placa principal) vai direto em C37.

  A placa reduzida

  Para quem tem boa experiência em montagens esta placa reduzida usa resistores de 1/8 de watt reduzidos (agora a industria ou os vendedores dizem que estes reduzidos é que são de 1/8W e os maiorzinhos que antes eram os de 1/8 agora são os de 1/4W).

  As conexões externas são com conectores de caixinha (não sei o nome dessa merda em portugues) igual de computador mas na placa tem furos extras pra se conectar direto com fios soldados.

  A placa tem 4 cm por 12,8 cm e está tudo visto por cima do lado dos componentes.

  Teste da placa

  Coloca-se inicialmente apenas um PT2399 (o primeiro com o tempo de 200 milisegundos), se terá um eco, ao se girar o trimpot R30 para menor resistência haverá realimentação e a sonoridade já se aproximará de uma reverberação mesmo com um só PT.

  Coloca-se o segundo PT (o com 420mseg) e dois juntos já dará uma melhor reverberação.

  Retira-se o segundo PT e coloca o terceiro, fazendo desta forma, o primeiro com o segundo e depois o primeiro com o terceiro se tem certeza se todos estão funcionando. Estando tudo ok coloca-se todos juntos e ajusta o trimpot em definitivo.

  O resistor Rred depende da tensão ali na entrada do regulador LM7805, ele é apenas para reduzir um pouco a tensão que entra no 7805 e este não aqueça tanto, o resistor divide o aquecimento com ele e é bom que seja de 1/2 W pelo menos.

  Pela simplicidade da um reverber legalzinho, só tem que saber fazer.

Thursday, August 24, 2017

Pré amplificador valvulado tentando sair da mesmice - Um falso Standby

Post 33 - Pré de guitarra valvulado com o reverberador com PT2399

Pra que stand by?

  Liga, espera 15 segundos depois liga o standby e assim se protege as válvulas. Protege contra o que? Delas trabalharem ainda frias. Para elas trabalharem precisa sinal para elas amplificarem, sem sinal não tem trabalho para elas.

  Quando elas recebem alta tensão na placa, quente ou fria elas só irão trabalhar quando tiver sinal injetado na entrada. Assim o problema é confundido com receber alta tensão na placa com injetar sinal na grade.

  A válvula ao ser ligada leva alguns segundos para o filamento esquentar o catodo e mesmo ela recebendo alta tensão no anodo estando ainda fria não tem problema (o problema é digamos mínimo) desde que não tenha sinal na grade, ou seja não se toque nada até esquentar. Mas nos amplificadores que não têm standby qual o guitarrista que consegue ficar sem bater nas cordas esperando esquentar, todos ficam palhetando até que o som apareça, e ai que está o problema.
  
Um falso standby

  A chave de standby poderia ser substituida por um relé com um temporizador (alguns amplificadores com standby automático usam assim), mas qual o problema com um relé? Os contatos faiscam e o relé estraga facinho facinho, (uma merda de componente). Que outra opção se teria para alta tensão? Tavez um complicado circuito usando um diac e triac.

  Partindo para uma opção muito mais facil pode-se usar um temporizador bem simples acionando um led com um LDR cortando o sinal de entrada com um tempo ajustado pouca coisa mais largo que o tempo gasto para a válvula esquentar.

  Assim ao ligar o aparelho haverá alta tensão na placa com as válvulas ainda frias mas não haverá sinal na entrada para haver movimentação de eletrons entre catodo e anodo (ou pelo menos em grande escala).

Funcionamento

  O trimpot de 250K ajusta o tempo em que o capacitor de 47uF levará para se carregar até que se atinja na carga a tensão estabelecida pelo diodo zenner.

  Nesse momento o led se apagará e o LDR deixando de ser iluminado terá sua resistência máxima não curto circuitando mais o sinal de entrada para o terra.


Com tudo desligado o led estará apagado mas se acende rapidamente ao ser ligado o amplificador. O funcionamento do led está ao contrário no temporizador (o led acende e depois se apaga), tem que ser assim para adequar ao funcionamento do LDR.

  Ajusta-se o trimpot para um ponto em que o led se apaga um pouquinho depois que as válvulas esquentarem.

  O zenner pode ser qualquer um (3V9, 4V7 ou 5V1), zenner de tensão menor igual a tempo mais rápido. O valor do capacitor de carga também altera o tempo (pode ser no máximo até um de 100uF para tempo mais largo).

  Se a tensão de alimentação for maior (tipo 12V) o resistor de 270K em serie com o trimpot deve ser maior (tipo uns 390K ou 470K). A tensão nem precisa ser estabilizada.

  Alguns LDRs não têm uma resistência muito baixa quando iluminados e poderá ser escutado um som baixinho ao se tocar, então depende do modelo do LDR. Mesmo usando um LDR digamos ruim já corta o som o suficiente para ser ter uma proteção.

  Este circuito é opcional (por isso nem numerei os componentes). Não é um verdadeiro Standby mas é melhor do que nada e é melhor do que chatice de duas chave para se ligar um aparelho.

  Observação

  R4 foi alterado para 200K (ao invés de 100K) e R5 também (1K8 no lugar de 2K7) em relação ao desenho em uma postagem anterior.

  O tradicional que a maioria usa é 100K com 1K5 na polarização da válvula (já foi mostrado isso no post inicial sobre este amplificador), aumentando o resistor de placa (ou diminuindo o de catodo) se aumenta o ganho fazendo o bias na válvula um pouco menos negativo.

  Se o bias ficar muito pouco negativo (tipo medindo 1V em relação ao terra) tende a reduzir a vida útil da válvula (apesar de dar um som quente beleza pra guitarra), o normal é em torno de 1,5 a 2V (um som nem muito quente mas também não muito magro), porém pode ser um pouco menos de 1,5V.

  O que a maioria do DIY não sabem (e que não é citado nos livros nem escola não ensina) é que entra ruido humm na placa (e passando pelo capacitor e se juntando ao sinal) conforme o valor do resistor de placa de acordo com a tensão de alimentação (exatamente igual nos coletores de transistores que expliquei em algum post anterior).

  Assim se, tiver um capacitor de mais alta capacitância ou um resistor de mais baixo valor na placa vai entrar humm no circuito (o que também depende da filtragem da fonte e da qualidade do transformador) enquanto maior a tensão de alimentação.

  Neste caso aumentando o resistor de placa tende a reduzir o humm e no caso de se ter que diminuir o ganho aumenta também o de catodo. Assim 200K foi pra diminuir o humm e no caso o de 2K7 (que normalmente seria de 1K5) para 1K8 foi para aumentar o ganho. No desenho final definitivo os outros resistores também serão alterados.


Wednesday, July 26, 2017

Pré amplificador valvulado tentando sair da mesmice - trêmolo melhorado

Post 32 - Pré de guitarra valvulado com o reverberador com PT2399

  Qual o problema dos trêmolos?

  Quando não é feito jogando um oscilador direto no bias, o circuito o trêmolo é conseguido variando um resistor LDR como se fosse um potenciômetro de master volume. Geralmente um oscilador lento é usado para piscar um Led ou uma lâmpada neon se o circuito oscilador for a válvula (topologia do oscilador chamado ponte de Wien é o mais usado).

  O trêmolo com LDR é mais usado pois não compromete o circuito de bias e neste circuito será usado transistores ao invés de uma 12AX7 só para isso.

  O problema que vejo (ou melhor que escuto) em todos os trêmolos de amplificadores é que o volume cai quando o trêmolo é acionado logicamente por causa do funcionamento que é aumentar e diminuir volume, mas o volume máximo é o que estiver ajustado pelo potenciômetro de volume.

  Assim o volume ouvido é o volume médio entre máximo e mínimo dando a sensação que o volume geral caiu.

  Para melhorar isso adicionei um LDR a mais no circuito de forma fazer aumentar o volume quando o circuito de trêmolo for acionado.

  Funcionamento

   Primeiro tem-se um oscilador formado por um transistor apenas. A ponte são os capacitores C26, C27 e C28 que fazem um defazamento numa realimentação positiva produzindo oscilação (é mais ou menos assim que funciona). Funciona de qualquer jeito mas para um funcionamento mais perfeito os capacitores devem ter seus valores próximos (eletrolíticos costumam dar muita diferença nos valores), valores maiores fazem o oscilador ficar mais lento.


  Quando o potênciometro de velocidade está com máxima resistência o circuito para de oscilar servindo para desligar o trêmolo. Ao mover o cursor diminuindo a resistência o circuito começa a oscilar (enquanto menor resistência mais rápido).

    Um potenciômetro logarítimo reverso (os marcados com letra C) atua melhor pois movendo apenas um pouquinho o circuito já liga, mas na falta de um anti-logarítmo serve um linear (letra B).

     Os valores eu já tinha pronto de algum circuito que não lembro de onde copiei, apenas acrescentei R54 e fiz uma divisão entre R52 e R53 com um capacitor no meio. Isto é apenas uma garantia que algum ruido de oscilação não apareça na linha de sinal. Assim como a alimentação antes da estabilização dos 13V para 10V.

  A diferença está aqui: num circuito simples de trêmolo apenas um transitor com um led é necessário para variar o LDR que atua como um potenciômetro conectado como resistor variavel.

    Aqui no entanto um segundo LDR atua diminuido a resistência em paralelo com R44 deixando passar mais volume de sinal, mas para isso o led neste LDR precisa permanecer aceso, o capacitor C23 não deixa o led apagar pois mantem a carga. Uma maneira mais simples possivel de mante-lo aceso.

     A quantidade de aumento de sinal ao se ter o trêmulo ligado em relação ao sinal sem trêmolo não precisa ser muita e pode ser modificado, aumentando o valor de R44 faz parecer que o trêmolo ficará mais alto ainda quando ligado.
  Um circuito ideal seria ter este led deste LDR piscando ao contrário do outro led mas isto tornaria o circuito mais complicado ainda sem necessidade.

  Um pedal com plug P10 pode ser usado para ligar e desligar o trêmolo ao invés do potenciômetro, assim já deixa o potenciômetro de velocidade pré ajustado.

   Não incluí um potenciômetro de profundidade (geralmente ao lado do de velocidade nos paineis dos amplificadores), a razão é que quando se usa o trêmolo na velocidade máxima todo guitarrista coloca na profundidade máxima e quando se coloca mais lento as vezes diminuem um pouco a profundidade.

   Neste circuito o potênciometro de velocidade já faz isso meio automático pois na velocidade bem lenta (antes de desligar) a oscilação não fica perfeita não conseguindo apagar o led completamente (pois está quase desligando) e assim diminuindo a profundidade. Desse modo ter um potenciômetro para profundidade seria mero enfeite no painel.


Saturday, July 22, 2017

Pré amplificador valvulado tentando sair da mesmice - controle de volume

Post 31 - Pré de guitarra valvulado com o reverberador com PT2399

Volume e master

     Como se trata de amplificador combo com só um canal não é necessário ter um controle de volume master. O sinal da primeira válvula (dois triodos) já vem bastante amplificado e assim ao passar pelo controle de volume (depois dos controles de tonalidade) mesmo com o potenciômetro em baixo volume já terá uma sonoridade boa com guitarras (o som não vai estar magro).

   Não havendo um potenciômetro de volume master é como se houvesse este e ele estaria sempre no máximo, a desvantagem é que sempre pode haver mais ruido vindo da segunda válvula que está depois do primeiro volume pois o controle master é sempre o último da linha.

   A maioria dos amplificadores sem master são dessa maneira com um só um controle simples de volume, mas neste circuito será usado um potenciômetro duplo para o volume sendo usado uma metade do potenciômetro como um meio master.
  
   Geralmente se usa uma válvula duplo triodo (12AX7) e meia, ou seja, com uma segunda válvula usando só a sua metade, a outra metade se usa para um segundo canal ou como inversora simplificada (dispensando uma terceira válvula), ou ainda simplesmente não usando como no pobre projeto do Fender Blues Jr que esperdiça meia válvula.

  Neste circuito este quarto triodo será usado em cascata (como num amplificador high gain) porém a ideia é ter um som limpo e alto. Válvulas 6L6GC não distorcem facilmente por si só e um circuito de distorção já foi adicionado no projeto.
   Este master será colocado entre os dois triodos e é mais como um segundo controle de volume do que master para ajudar a diminuir o ruido quando se tocar em volumes mais baixos.

  O resistor R40 (1K) não deixa o volume da segunda metade do potenciômetro zerar, alterando o valor desse resistor pode até liberar mais ganho, também ajusta melhor o giro do potenciômetro fazendo atuar mais logarítmo do que linear (tipo pra corrigir aquele gira só um pouquinho e o volume já foi todo e parece não atuar mais).

   O valor do potenciômetro de volume depende do quanto de volume de sinal se quer deixar passar em função do nivel de ruido. Os controles de tonalidade não sendo tone stack usam valores menores (100K nos graves e 20K para os agudo neste circuito), assim o valor máximo para o de volume seria 100K e liberaria bastante sinal e também bastante ruido (com a segunda válvula em cascata isso seria super exagerado).

  Com um valor mais baixo se tem uma impedãncia mais baixa numa entrada de alta impedância, abaixa o volume mas abaixa também o nivel de ruido, daí se amplifica mais no segundo e terceiro triodo.

  Será usado um potenciômetro linear duplo de 10K para um combo, no caso de cabeçote com caixas maiores e mais alto falantes poderia ser usado um de 20K.

  C19 (10nF) ajuda diminuir ruido humm no circuito, um valor menor que isso pode prejudicar os graves (ainda falarei sobre humm nesse projeto). R39 é bastante responsavel pelo volume geral, por exemplo se for usado um potenciômetro de 20K então R39 deverá ser maior que 10K.

  Os desenhos das etapas mostrados até aqui já são o desenho final mas alguns valores e númeração dos componentes ainda poderá ser mudado para o ajuste final depois da montagem completa. Tudo está sendo feito numa protoboard de testes e no último post sobre este amplificador estará desenho inteiro completo.

Tuesday, June 27, 2017

Pré amplificador valvulado tentando sair da mesmice - estágio de tonalidade

Post 30 - Pré de guitarra valvulado com o reverberador com PT2399

Controle de tonalidade

   Para que se tenha um controle mais equilibrado no giro dos potenciômetros prefiro não utilizar a configuração “tone stake” que é a mais utilizada na maioria dos prés. 

    Usando uma topologia digamos “semi baxandal” (um baxandal sem realimentação) se gasta mais componentes mas os controles de graves e agudos ficam mais independentes (um não interfere no outro), no controle de agudos se consegue uma melhor atenuação dos agudos além de um equilíbrio melhor no giro dos potenciômetros.

   O dificil é escolher e definir os melhores valores para os componentes ao redor e os potenciômetros, praticamente feito por tentativa e erro.

Funcionamento

   R32 (220K) limita a quantidade de sinal que irá ao controle de graves e assim o montante de volume de sinal nos graves em relação aos agudos. Da mesma forma R35 (470K) limita o volume dos graves que vem do potenciômetro de graves. Se o volume de graves na posição de todo acentuado estiver forte demais (rebentando o alto falante) a preferência é aumentar R32.

  Os capacitores C17 e C18 estão equilibrados (um 10 vezes mais do que o outro) juntamente com a escolha de 100K para o potenciômetro para que o giro fique mais equilibrado entre a acentuação (o cursor curto circuita C17) e a atenuação (o cursor tira fora C18). Os graves não podem ser muito acentuados pois com o volume no máximo pode arrebentar o cone do alto falante (principalmente se for um combo com um único alto falante). Logicamente em baixos volumes faz parecer aos ouvidos que o controle de graves atua pouco, mas não tem jeito, é assim que tem que ser se se quer protejer o alto falante ou então usar um limitador igual a alguns amplificadores de contrabaixo (iría sair com compressão demais na guitarra).

   C15 tem a função de um filtro deixando passar só agudos (no caso escolhido de 150pF super agudos, se aumentar o valor passará mais médios junto). A grande diferença entre os valores de C15 e C16 deixam as frequências opostas bem distantes tendo assim muita atenuação e muita acentuação.
 
   R30 (330K) limita o volume de sinal que o potenciômetro irá ajustar. Aqui se tem um grande problema de dificil solução, pode acontecer do excesso de brilho causar uma realimentação com um apito agudo ao se aumentar o volume com o controle de agudos na acentuação máxima.

   Esse efeito desagradavel depende, do alto falante, do transformador de saida (se for bom demais dando uma extensão larga na faixa de audio), do volume de ganho total que se vai querer na amplificação final e do tanto de brilho em si que se quer ter ao girar o potenciômetro.

   R30 é como se fosse uma extensão do potenciômetro não deixando o cursor ir mais ainda nos agudos, assim aumentando R30 deixa o controle não ir tanto nos agudos e pode ser uma solução porém não tão atrativa pois reduz a ação do controle (como está se tem um controle de agudos super forte mas com risco de oscilação).

  O excesso de brilho se dá pelo fato de valvulados terem uma extensão muito larga na faixa de harmônicos de frequência (e sem ruido hisssss) e altíssima impedância. Para amenizar C11 e C12 cortam parte desse excesso.

  A melhor solução no entanto seria um truque de se usar um potenciômetro duplo no controle de volume de forma que uma metade desse potenciômetro limitasse o agudo enquanto a outra metade fosse aumentando o volume. Ainda farei um desenho assim mas é bem dificil de ajustar os valores perfeitos dos componentes.

  Os demais capacitores não precisam ser de alta voltagem pois a alta tensão DC já foi barrada pelos capacitores marcados 400V.

  Prefiro o controle de médio num circuito totalmente separado como deixei claro num post anterior.