Monday, March 6, 2017

Reverberador com PT2399 - parte 3

Post 22 Reverberador com PT2399 em um pré de guitarra com som de guitarra

  Placa de circuito impresso

  Placa para montagem tamanho 5cm x 15cm ( 4,81cm x 14,48 exatos ). O traçado das trilhas está espelhado do lado dos componentes, ou seja, pronto para ser impresso e transferido para uma chapa de fenolite ou de fibra usando a técnica do ferro de passar com a tinta de uma impressora a laser. Se for usado outro modo de transferir (silks screen ou fotográfico), ai então a imagem deverá ser espelhada ao contrário. 

  De acordo com o funcionamento do blog está postado em tamanho real, mas se ao dar um download a imagem ficar num tamanho diferente das medidas acima, então o desenho deverá ser reajustado num programa qualquer de desenho para o tamanho dado.

   Não me preocupei em fazer mascara de solda e lay out de componentes (ainda), apenas me oriento pelo desenho das peças sobre a placa como no desenho abaixo (este desenho não está no tamanho real).

  O desenho do tamanho dos capacitores de cerâmica é apenas aproximado, devem ser de baixa tensão para serem de tamanho reduzido.

  RJ são jumpers (pedaços de fio rígido soldados) ao invés de resistores, há o espaço para os resistores porque pode ser necessário o uso de resistores se usado com algum outro pré (por isso o espaço de reserva). Os outros dois jumpers estão com uma pequena linha.

 Também há espaço para os resistores Rvb1 e Rvb2 que não precisam ser usados pois a tensão Vb já vem da placa do pré. Se for usado com outro pré que não tenha uma tensão dividida ai então se usaria dois resistores iguais nestes espaços (qualquer valor entre 15K a 33K), e trocaria o capacitor Cd1 por um eletrolítico (de 22uF ou maior) ao invés de 100 nanofaradys (104).

  O potenciômetro de volume do reverber estará na placa do pré amplificador.

  Atualizando incluindo a máscara de solda



Wednesday, February 22, 2017

Reverberador com PT2399 - parte 2



 Post 21  Reverberador com PT2399 em um pré de guitarra com som de guitarra

   Diferente de um pré amplificador com reverber de molas onde o circuito amplificador do sinal para o tanque geralmente fica mais a frente no pré e após os controles de tonalidade, no caso de se usar reverberador com PTs, o circuito reverberador deve ficar logo no início do circuito do pré

    A razão é a sensibilidade da entrada dos PTs, não pode haver muito ganho na entrada pois os PTs irão distorcer o sinal se isso ocorrer. Não pode haver controle de volume ou ganho antes, o nivel do sinal deverá estar fixo, do contrário irá desajustar as realimentações conforme se alterar o ganho. Se alterar o ganho nas realimentações alterará o número de repetições e certamente haverá repetição infinita em alguns dos PTs ou em todos.
   Na entrada a opção foi por um transistor fet com um ganho 5 vezes (sem entrar em detalhes um fet sempre soará melhor com guitarras do que um integrado operacional). O fet 2SK117 ou 2SK30 podem ser substituidos por outros mas pode acontecer de ter que alterar algum resistor de polarização para se ter o mesmo ganho (por exemplo fets MPF102 ou 112 são péssimos e ruidosos).  

  Logo em seguida há um filtro mid scoop alá Bib Muff (com os mesmos valores pois a frequência central é a mesma) para amenizar um pouco o excesso de médios que sempre acontece em amplificação com transistores e integrados. Dai o sinal parte direto para o integrado (metade de um TL072) que mistura o sinal normal com o reverberado e adiciona algum ganho.

   Parte desse sinal também vai para o circuito do reverberador, esta parte do circuito será em uma placa separada e os componentes têm sua própria numeração. Assim começa no resistor marcado "J" que é apenas um salto (jumper) na placa (só esta ali em caso de necessidade).

  Os resistores R9, R17 e R25 ajustam o número de repetições em cada PT (menor valor mais repetições).

   R31 e o trimpot R30 ajustam todas as repetições somadas realimentando tudo de volta no meio entre os dois transistores buffers. Este é o ajuste mais crítico, menor resistência no trimpot mais realimentação e mais natural a reverberação pois os diferentes tempos de cada PT vão sendo realimentados nos PTs com tempos diferentes criando mais pontos ou paredes de repetição (porém com número limitado), mas são grandes as chances de haver a realimentação infinita e soar como uma especie de microfonia. Se ajusta o trimpot de modo que se obtenha um reverber mais natural sem que haja a realimentação infinita.

  R13, R21 e R29 deixam ajustados o volume do sinal repetido de cada PT. Todos os valores de resistores (com exceção do trimpot) já estão ajustados para a dosagem de sinal repetido de forma a enganar o ouvido fazendo com que alguns poucos pontos de eco juntos soem como uma reverberação.

   Quanto ao tempo de atraso em cada PT os valores de R32, R33 e R34 já estão ajustados da melhor forma possivel para que se obtenha a melhor sonoridade do efeito. A única mudança possivel é um menor valor para R34 no caso de se achar que a reverberação esta longa demais, um valor em torno de 12K (ou 13K que é um valor raro mas os chineses fabricam resistor com este valor) irá tornar o reverber mais curto.

    O oscilador LFO (leve chorus no sinal) é analógico o mais simples possivel (sem usar um chip digital TTL como no reverberador da Belton), R35 limita a ondulação do vibrato que deve ser bem pequena (se estiver forte demais é só aumentar o valor de R35 de 1M para 1M5).

  C37 é a saida do reverberador, ou seja, todos os componentes entre RJ a C37 ficam numa placa de circuito separada do restante do pré (pode ficar tudo junto numa placa só mas complicaria o desenho).

  O volume de saida ajustado pelo potenciômetro de reverber já faz parte da placa separada do pré-amplificador e ai a numeração dos componentes já pertence a outra placa. O volume é limitado por R44 e deve ser no máximo a metade do volume do sinal seco. Se for muito alto se terá uma forte reverberação mas a sensação de varias repetições ao mesmo tempo ficará mais evidente. O sistema não é perfeito mas simula bem o efeito de reverberação. No esquema o sinal seco tem ganho = 10 (R10 / R9) e o sinal reverberado tem ganho = 3 (R10 / R44).

  A alimentação do circuito todo pode ser entre 9,6V a 12V tendo uma divisão no meio Vb (terá um esquema a parte). A alimentação de 5V para os PT pode ser feita individual com um integrado LM7809 de 100 miliamperes para cada PT (são os integrados pequenos parecendo um transistor BC548), ou um LM7809 grande de 1,5A alimentanto todos de uma vez. Cada PT consome cerca de 32 a 34 miliamperes por isso um LM7809 pequeno sozinho não aguenta os três PTs juntos (um sozinho esquenta e entra em pane dando uns estrondos no som). Um de 1,5A é muito, mas o fabricante é 8 ou 80 e não tem um meio termo, a menos que se faça um estabilizador com transistores e zenner.

   Todos os capacitores podem ser de cerâmica pequenos exceto os escritos "poly" que devem ser de poliester porque a margem de erro sendo menor não irá influenciar no nivel de sinal que passará em cada capacitor.

  Da saida do integrado operacional o sinal entrará no restante do circuito que será num post mais a frente.




Sunday, February 19, 2017

Reverberador com PT2399 - parte 1

  Post 20 Reverberador com PT2399 em um pré de guitarra com som de guitarra

  Utilizando alguns PT2399 pode-se conseguir um razoavel reverberador, cada PT corresponde a um ponto ou parede onde a onda sonora bate e retorna como eco, assim enquanto mais PTs mais natural soaria a reverberação. Naturalmente enquanto mais PTs mais ruido de conversão AD-DA pois não há um só conversor com varias memorias em um único chip e sim varios chips com uma memória cada.

  Esse esquema é semelhante ao reverberador da Belton que usa três PT2399. Antes da Belton lançar seu produto eu já havia construido um reverberador com apenas dois PTs e numa combinação serie-paralelo se consegue três pontos de retardo do sinal, mas com três PTs soa mais natural, só fica mais dificil de ajustar e maior o circuito.

  Diagrama de bloco - como funciona

  Cada PT tem sua própria realimentação, os valores de cada resistor de realimentação devem ser tal de forma que se tenha bastante repetições mas sem ficar repetindo infinitamente.

   O sinal vindo do Buffer 2 entra no primeiro PT, ai se tem o atraso inicial que corresponde ao tempo em que supostamente as ondas sonoras demorariam para atingir as paredes antes de retornarem ao ponto de onde partiram onde se estaria ouvindo o eco. Num sistema perfeito este PT seria destinado apenas a essa função, no entanto se pode aproveitar parte desse sinal e joga-lo também na saida e na realimentação com um nivel mais baixo no meio entre os dois buffers.

  Neste primeiro PT se tem um oscilador LFO variando o tempo de retardo (exatamente igual a um chorus) porém muito suave para que não seja sentido um vibrato no som. Este é o único recurso simplificado possivel de se variar levemente o tempo de retardo do sinal, com um chorus nas repetições se terá a sensação de um reverber um pouco mais cheio além de ir variando o batimento indesejavel que se percebe das repetições se o nivel de reverberação na saida for muito alto. Este batimento é sentido porque se tem poucos pontos ou paredes de repetição.

  Da saida do sinal com atraso do primeiro PT o sinal entra ao mesmo tempo no segundo e terceiro PT, o segundo com tempo bem largo e o terceiro com o tempo bem curto. Numa reverberação natural nas frequência mais agudas as ondas sonoras viajam maiores distâncias e assim batem mais vezes nas paredes. O terceiro PT tem o tempo mais curto e portanto será ajustado para maior número de repetições possiveis (antes do infinito) apesar de não haver filtros para distinção de baixa ou alta frequência em sua entrada.

  As saidas dos três PTs são então mixadas e vão ao controle de volume de reverberação e dai o sinal reverberado é finalmente misturado ao sinal sem atraso.

  Uma pequena parcela do sinal é retirado antes do potênciometro de reverberação indo para realimentação tendo um trimpot de ajuste e sendo injetado no meio entre os dois buffers.

  O segundo e terceiro PT estão paralelo e logicamente se adicionar mais PTs em paralelo com tempos diferentes se poderia obter mais pontos de retardo e uma reverberação mais natural mas encarece e complica mais ainda os ajustes. O grupo de PTs em paralelo recebe o sinal já retardado pelo primeiro PT com  todo o ruido proveniente deste, a somatória de todos os ruidos limita o projeto.

  Na maioria dos projetos DIY encontrados na internet simplesmente colocam todos os PTs em paralelo, um deles colocou 6 em paralelo mas não montou pra demonstrar não, só desenhou, eu queria ver ele ajustar as realimentações e tirar o ruido. A combinação das células de retardo deve ser em serie-paralelo.

  A grande dificuldade são o ajuste dos niveis de sinal nos pontos de realimentação do mesmo, ficam muito dependentes do nivel de sinal da entrada, um ganho de amplificação muito alto pode fazer o circuito começar uma repetição infinita indesejavel. Esta é a grande diferença entre uma reverberação mecânica conseguida por molas de reverber, de uma reverberação conseguida por somatória de múltiplos ecos, no sistema de calha (ou tanque) de reverber não há realimentação de sinal (a pouca realimentação existente acontece mecanicamente no próprio tanque), assim independe do nivel de sinal da entrada que justamente precisa ser é alto para excitar a entrada do tanque.

  Por causa dessa dificuldade fica muito dificil tornar o circuito mais versatil, o circuito fica limitado praticamente impossivel de se ter controles para diferentes reverberações tipo “plate reverb, room, hall, church” e os diversos nomes que inventam em comparação com uma reverberação no mundo real. Os ajustes dos valores estão para uma reverberação tipo aproximadamente “large hall”.

  Assim este circuito é uma alternativa para amplificadores com um só controle de reverberação como nos amplificadores com tanques de reverber.

  No diagrama de bloco os resistores são os responsaveis pelas atenuações do sinal para a realimentação, qualquer mínima mudança interfere na realimentação.

  As setas indicam o sentido principal do sinal, logicamente em alguns pontos o sinal tende a ir nos dois sentidos (onde não há buffer e onde os resistores forem de baixo valor).

   Continua . . .


Tuesday, January 24, 2017

Flangers com PT2399 não funcionam

   Post 19 - Flangers com PT2399 não funcionam

  Há de se imaginar que usando a mesma topologia de um circuito de flanger analógico iria funcionar usando um atraso de sinal digital ao invés de um chip analógico.

  O primeiro problema é o tempo de retardo que deve ser muito curto (pouquíssimos milisegundos) em relação ao sinal natural, um chip tipo o PT2399 (ou outro equivalente) não se consegue um atraso tão curto pois foram feitos para se obter eco.

 Neste caso imagina-se dois chips PT2399 em paralelo ajustados com o tempo quase iguais, o que tiver o tempo mais curto possivel que seria de uns 25 milisegundos (menos do que isso o chip queima) seria usado como o sendo o sinal natural sem atraso (um tempo curto como esse o ouvido praticamente não sente diferença sentindo como se não houvesse atraso nenhum).

  Um segundo chip ajustado com um tempo em torno de uns 27 milisegundos dando uma diferença entre um e outro de 2 milisegundos, neste chip aplicaria-se o oscilador de baixa frequência para ir variando ligeiramente o tempo de retardo tal qual como um chorus só que com o tempo curtissimo.

  Ao se aplicar a realimentação do sinal se esperaria de se conseguir o efeito flanger (exatamente como num circuito com um chip de atraso analógico). Este é o raciocínio que já vi imaginado e explicado por alguns DIY na internete (alguns até montaram e juram que a sonoridade é de flanger).

  Simplesmente não funciona, porque? Longe de se obter um flanger o máximo que se consegue é um chorus com um pequeno reverb muito curto e por estar com o tempo muito curto nada agradavel sonoramente.

  A razão é a mesma já explicada no post 17 no tópico “diferença ente BBD e digital” para efeito de chorus. Para flangers, nos BBDs a medida que o sinal vai sendo realimentado vai havendo um pequeno defasamento (que nem num phaser) em cada pequena parcela de cada circuito “sample and hold” contidos no chip. Cada sample and hold é formado por um capacitor e um transistor que formam uma pequena memoria analógica dando um atraso de tempo curtíssimo num total de 512 memórias ou 1024 (depende do chip) em fila.

  No PT2399 se tem apenas uma memória que sozinha dá todo o atraso das 512 mini memórias do chip analógico juntas e com o tempo mais largo ainda. Assim o sinal não defasa como se fosse um dominó como acontece no chip analógico ao ser realimentado o sinal. O máximo que se consegue é um mínimo defazamento sufuciente para um chorus.
 
  Seria preciso haver algum circuito extra de defasamento. Obviamente aqui se está analizando a maneira de obter um som de flanger (com aquele efeito caracteristico de avião a jato passando pela música) apenas substituindo o atraso de sinal feito com um circuito analógico por um feito usando um chip digital, a topologia continua sendo toda analógica, o que é diferente de uma topologia de circuito totalmente digital (e esta é guardada a 7 chaves pelas empresas que dominam este conhecimento).

  Estes chips que convertem tudo em digital são verdadeiros processadores digitais onde se consegue todos os efeitos (não só flanger) e não são colocados facilmente a venda e nem os desenhos de circuitos são distribuidos na internet, este é outro assunto que vai além do escopo do meu conhecimento.

Monday, December 26, 2016

Chorus KimSolo KS2

Post 18   Chorus KimSolo

  Há um bom tempo atras desenhei e montei para uma amiga guitarrista este chorus dentro de uma caixinha de pedal boss (por isso a chave eletrônica no circuito). Dá de dez a zero naqueles CE5 digitais da boss (são horriveis de som e de desenho tanto do esquema quanto da placa de circuito) e este é mais simples de componentes.
 
  Não dá o som do CE2 porque o CE2 é analógico e tem o seu filtro que colore o som (como o CE5 também não dá igual). A ideia não foi copiar CE2 usando atraso digital mas sim explorar a maior possibilidade de efeito chorus usando o atraso do sinal digital.

  Tem apenas dois potenciômetros (porém um duplo) e duas chavinhas toggle, uma chave põe brilho no sinal (impossivel de ter num circuito com BBDs), e a segunda chave realimenta o sinal dando um leve reverb, ainda que não muito perfeito (não impossivel num atraso com BBDs mas muito dificil de se conseguir ajuste sem o circuito apitar a todo instante).

  Um potenciômetro é o de velocidade do vibrato (já visto em outros posts) e o potênciometro duplo é o que faz a diferença no efeito, este potenciômetro controla ao mesmo tempo o tempo de retardo e um pouco do ganho do sinal atrasado na saida. A razão de se ter o ganho controlado é porque ao se modificar o tempo de atraso do sinal, a ação do vibrato perde intensidade dependendo do tempo e da velocidade.

  Aumentando o tempo de atraso diminui o ganho (e vice versa) e assim se tem um equilibrio. O ponto preto indica o lado dos pinos do potenciômetro que devem coincidir, se ficar ao contrário o efeito vai ficar totalmente desajustado.

  Os capacitores (não eletrolíticos) podem ser todos de cerâmicos (aqueles miudinhos mais baratos) com exceção dos escritos poly que devem ser de poliester (aqueles verdes) porque nesses pontos do circuito a margem de erro deve ser pequena. Se for usado de cerâmico devem ser medidos os valores antes para checar a margem de erro.

  C10 e C13 é melhor que sejam poliester, ai já é questão da sonoridade dos capacitores de poliester mas funciona com cerâmicos.

  C10 é um valor bem maior que o sugerido no datasheet do PT2399, para guitarras este valor dá uma filtragem muito melhor eliminando quase que totalmente o ruido hisss dos PTs.

  O trimpot de 10K pode ser substituido por um resistor em torno de 5K6 mas não é garantido ficar com ajuste perfeito da realimentação porque depende das margens de erro dos outros compnentes. O trimpot deve ser ajustado meio que a gosto de forma a ter uma realimentação das repetições do sinal mas sem atingir a repetição infinita.

  Os transistores podem ser qualquer um tipo BC548 ou 549 e transistor Fet pode ser qualquer outro, se for caso de usar chave mecânica DPDT e não ter o circuito da chave eletrônica é só retira-la, tirar o fet e o resistor R17 e ligar R16 direto no pino 2 do integrado.

  O estabilizador LM7805 é aqueles pequenos de 100mA (parecendo um transistor BC548) e as vezes eles deixam passar um pouco mais 5V quando entra neles 9,6V assim o diodo ali colocado reduz um pouquinho, com circuito funcionando deve ser medido o valor tensão e se esta cair menos de 4,8V é melhor retirar o diodo e ligar direto.

  O resto não tem segredo, quem tem paciência (e conhecimento) para desenhar trilhas de circuito este chorus é garantido, dá um chorus com ajuste de forte e fraco podendo ir de um simples “angel chorus” até um de efeito bem mais acentuado. Infelismente não tenho tempo para desenhar placas que é bastante demorado (pra ficarem boas) e não sei onde foi parar o desenho que eu tinha (perdi o arquivo). Este circuito eu remontei de cabeça na minha placa de testes e desenhei de novo.
 


Wednesday, November 30, 2016

Chorus com atraso digital



  Post 17 Partindo para um chorus digital com o chip PT2399

  Diferentemente dos integrados BBDs que fazem o atraso do sinal de maneira analógica, um integrado digital faz o mesmo serviço todo no processo digital ou seja, convertendo o sinal analogico (AD) para digital (DA), armazenando numa memoria interna (dentro do próprio chip) e retornando os codigos digitais amazenados para sinal analógico novamente.

  Colocar tudo isso dentro de um único chip pequeno só foi possivel depois da invensão da conversão Sigma-Delta que é uma conversão de 1 bit apenas (diferente das conversões de 16 ou 24 bits). O chip PT2399 é o que se tornou mais popular e só foi desenhado para produzir atrasos de sinal de uma maneira mais facil para serem usados em aparelhos de Karaoke para se obter o efeito de eco. Em nenhum momento se pensou em fabricar um chip especificamente para efeitos em instrumentos musicais (da mesma forma aconteceu na invenção dos BBDs). Assim o chip tem certas limitações quando usado na construção de efeitos para instrumentos.

  Bem mais complicado internamente do que um chip BBD, o PT2399 tem dentro dele um circuito integrador, um modulador, uma memoria flip flop, um oscilador e 4 amplificadores operacionais no lado analógico.

  Saber o funcionamento de cada estágio interno não é necessário, basta apenas conhecer a pinagem e os parâmetros do chip.

  O segredo do chip

  Dividindo o chip exatamente ao meio, de um lado (dos pinos 1 ao 8) está o lado digital, e do outro lado (pinos 9 a 16) está o lado analógico.


  Do pino 1 a 4 é a alimentação, exatamente como se faz a alimentação em um pedal, positivo - terra virtual - terra ( 9V, 4,5V e 0V), só que no caso do chip é, 5V (pino 1), 2,5V (pino 2 e terra (pino 3). O pino 4 tem internamente um resistor de 10 ôhms conectado no pino 3, assim também é um terra sendo o terra que alimenta a parte digital interna do integrado.

  Num bom desenho de placa de circuito uma trilha de terra que alimenta o pino 3 não deve ser a mesma trilha de terra que alimenta o pino 4. Num bom desenho viriam do ponto terra principal (ponto estrela) duas trilhas separadas. Geralmente não vejo isto maioria dos circuitos, liga-se tudo numa trilha só e o chip funciona bem sem problema de ruido.

  O pino 2 é o terra virtual referencial (o zero volts) que se conecta nos 4 integrados operacionais presentes internamentes no chip. É possivel conectar operacionais extra (tipo um LM4558) usando a alimentação do PT2399 se quizer utilizar tudo em 5V embora com uma excursão de sinal muita baixa.

  No pino 6 se conecta um potenciômentro para controle de tensão do oscilador interno presente no chip. A menor resistência possivel (sem nenhum circuito extra) é em torno de 1K, assim é necessário ter um resistor em serie com o potenciômetro. Este oscilador irá controlar o tempo de retardo do sinal.

  Nos pinos 7 e 8 se conectam capacitores ao terra, neles estão o modulador e demodulador interno. Estes capacitores fazem um filtro do ruido de quantitização da conversão AD DA presente em todo conversor analógico digital. O valor sugerido no datasheet do integrado é de 100 nanofaradys (104) porém este é supondo que se vá usar com o tempo de retardo máximo sugerido no datasheet (um terço de um segundo). Em efeitos para guitarra quando o circuito for eco com longo retardo de sinal (ultrapassando o limite do tempo sugerido no datasheet) o valor destes capacitores devem ser maiores, entre 180 a 220 nanofaradys.

  Com o valor mais alto se consegue filtrar melhor o ruido de barco a motor quando o tempo de retardo for largo demais (a maioria dos Diys não sabem disso).

  Os pinos 9 e 10 e os pino 11 e 12 são dois operacionais internos e formam um filtro de ruido para o modulador (pinos 9 e 10) e para o demodulador (pinos 11 e 12), a saida do sinal repetido pode ser retirada ou do pino 11 com mais ruido, ou do pino 12 já com o filtro. Os dois capacitores externos para o filtro o valor sugerido é de 82 nanofarays (não deve ser menor que isso).

  Os pinos 13 e 14 pertencem a um amplificador operacional interno totalmente livre e é sempre usado para se formar um filtro com um capacitor externo de valor entre 2,2 nanofaradys a 3,3 nanofaradys, este filtro corta o ruido hissss gerado.

  Os pinos 15 e 16 pertencem a outro operacional interno e é usado para receber o sinal de entrada e formar um filtro passa baixa cortando o excesso de agudo para não haver muita intermodulação e causar muito ruido hissss na saida. Usa-se um capacitor de mesmo valor usado nos pinos 13 e 14.

  Assim usando este chip para produzir o atraso de sinal ao invéz de um chip BBD se consegue construir um chorus de maneira menos complicada e com um som mais limpo.

  Diferença entre BBD e digital

  A diferença principal esta na modulação do vibrato que se injeta no circuito no caso de se construir um chorus. No circuito usando BBDs a ação do vibrato vai modulando um pouquinho de cada vez em cada combinação transitor capacitor (sample and hold) contida no chip, como se fosse uma memoria digital dividida em varias pequenas memorias de tempo muito curto, cada uma recebendo parte da modulação do vibrato. No digital possui uma memoria só que segura todo o sinal por um periodo de tempo maior e esta única memoria recebe a modulação. Como o tempo de atraso é muito curto para um chorus não se percebe tanta diferença mas ela existe fazendo o circuito analogica soar mais natural.

  Outras diferenças podem aparecer mas ai já é devido aos filtros utilizados e não entre o chip ser digital ou analógico.

 




 




Thursday, November 24, 2016

POST 16 OUTRA OPÇÃO DE OSCILADOR PARA CHORUS

POST 16     OUTRA OPÇÃO DE OSCILADOR SIMPLES PARA CHORUS

  Este é o oscilador do MXR micro chorus. A saida da onda quadrada era tirada de um dos transistores apenas (no desenho mostra as duas saidas no caso de se usar um MN3207), na época era usado o integrado SAD512 (a Reticon ainda não havia mudado a nomeclatura para RD5106) que tinha imbutido um inversor de fase, desse modo necessitava injetar a onda quadrada em apenas um dos pinos do integrado o que era uma grande vantagem pois era uma trilha a menos na placa de circuito.

  Os integrados da Reticon apesar de mais ruidosos eram mais bem bolado do que os da Panasonic (uma pena a Reticon ter falido), certamente o ruido seria melhorado com a tecnologia de hoje.


  Este oscilador peca pela sua simplicidade, na época (fim dos anos 70) este circuito me queimou um SAD1024 que custou bastante caro e foi conseguido junto a uma autorizada da Giannini (o técnico tirou de um pedal encostado e me vendeu). Pouco tempo depois me apareceram dois pedais micro chorus pra consertar com os integrados queimados o que foi impossivel de fazer o conserto.

  Só fui conseguir comprar alguns integrados da Reticon em 1985 quando viajei para os USA, escrevi para a fábrica com esperança de obter resposta usando um endereço que consegui de um catálogo telefônico. Algum tempo depois recebi uma resposta gentil agradecendo pelo meu interesse mas que só poderiam efetuar a venda se eu tivesse firma, no entanto me deram o endereço de um representante que poderia me vender. Junto com a resposta me enviaram um manual com o circuitos que eles fabricavam e esquemas de exemplo.

  Voltando ao circuito do MXR, este pode ser encontrado completo facilmente na internet mas não aprovo este circuito, este oscilador não tem um buffer, por ser um simples multivibrador astavel de dois transistores a onda quadrada não sai muito perfeita. Por qualquer coisa pode parar de oscilar e por essa e outras razões é muito facil queimar o BBD.


  Postei apenas para exemplificar que é possivel ser mais simples ainda do que os circuitos anteriores mas ao se observar varios chorus, ninguém usa essa opção de circuito.